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Escritório de Projetos da UFC, equipamento interinstitucional de captação de parcerias, realiza primeira reunião de trabalho na Reitoria

O Escritório de Projetos da Universidade Federal do Ceará (UFC), estrutura vinculada à Pró-Reitoria de Relações Interinstitucionais (PROINTER), realizou, ontem (21), o primeiro encontro de trabalho desde que a estrutura foi composta. Conduzida pelo reitor Custódio Almeida e pela vice-reitora Diana Azevedo, a agenda reuniu atores das esferas pública e privada para desenvolver um planejamento de ações que visam ao incremento de captação de recursos e parcerias interinstitucionais entre a Universidade e outros entes.

Imagem: pessoas conversando em volta de uma mesa

O Prof. Custódio Almeida abriu a atividade qualificando a contribuição dos convidados como “bastante oportuna” e acrescentando que o grande fim do agrupamento é “contar, em diversos setores, com a força da Universidade para colocar projetos bons e grandes para a frente”. O dirigente também fez menção à abertura das comemorações pelos 70 anos da UFC e à plataforma que está sendo desenhada para agregar ex-alunos e amigos da Universidade. “O que nos dizem é que a gente precisa aproveitar o momento, a boa conjuntura política na UFC, no Estado e na União para fazer as coisas acontecerem. E eu digo, em contrapartida, que o poder público precisa aproveitar a inteligência da Universidade”, afirmou o reitor.

Custódio citou o Programa Cientista-Chefe (vinculado à Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico FUNCAP) e a criação, em novembro passado, do Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS) como exemplos bem-sucedidos da presença da UFC na formulação de políticas públicas.

Já no tocante à interação com o setor produtivo, foram mencionados os protocolos de entendimento para a implantação do hub de hidrogênio verde no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) e o consórcio interinstitucional com a indústria, que culminou na produção do Elmo, capacete de respiração assistida desenvolvido no auge da pandemia.

A vice-reitora disse ser, ao mesmo tempo, uma honra e uma grande responsabilidade acumular a vice-reitoria com a missão de articular as relações interinstitucionais da UFC como pró-reitora da área. “Abraçamos com muita energia esse desafio de fazer a confluência desses interesses. Não é fácil, já que não se trata mais de uma tripla hélice [referência ao modelo de tripla hélice em inovação desenvolvido por Henry Etzkovitz, que inclui academia, indústria e governo]. Agora é uma hélice quádrupla e até quíntupla”, salientou Diana Azevedo, referindo-se à sociedade e ao meio ambiente. 

Falando em nome dos conselheiros do Escritório, o ex-secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Estado Francisco Maia Júnior apontou como urgente uma estratégia institucional que aumente o grau de confiança entre academia, governo e empresas investidoras. “Essas discussões passam pelo conhecimento, pela tecnologia, senão se perdem e morrem. A UFC tem que entrar nessa rota, relacionando-se com todas as esferas”, recomendou.

Na sequência, Jurandir Picanço, consultor de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), argumentou que a Universidade precisa agir como uma “âncora” de conhecimento, pesquisa e inovação. “Vamos mapear institutos internacionais de pesquisa, mostrando o diferencial do Ceará em energias renováveis. Nós temos aqui gente formada para tocar tais projetos, o desafio é criar um ambiente capaz de reter esses talentos”, destacou.

Imagem: pessoas em volta de uma mesa em reunião

O Prof. Carlos Alberto Martins Rodrigues (Dr. Cabeto), do Departamento de Medicina Clínica, trouxe um pouco da experiência de inovação adquirida no tempo à frente da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará. “A UFC tem uma grande tradição na saúde. É preciso que se reveja a legislação, se construam mecanismos de parceria mais eficientes, para que seja um jogo de ganha-ganha. Às vezes falta estrutura ou um modelo de atuação institucional mais disruptivo”, opinou.

Fechando os trabalhos, o Prof. Custódio Almeida lembrou que o que orientará os próximos passos do Escritório será “visão de conjunto”. “Estou muito certo de que o que sairá daqui serão novos modelos de projeção da Universidade. Se a gente avança e institucionaliza isso, provamos que a UFC tem protagonismo real em iniciativas de inovação que gerarão inteligência, ganhos sociais e investimentos”, vislumbrou o reitor.

Além do reitor, da vice-reitora e dos consultores mencionados, participaram do momento o pró-reitor-adjunto de Relações Interinstitucionais, Prof. Barros Neto; a coordenadora-geral de Legislação do Gabinete do Reitor, Profª Cynara Mariano; o docente do Programa de Pós-Graduação em Economia da UFC e pesquisador do programa Cientista Chefe de Economia, Prof. Maurício Benegas; o vice-presidente da FIEC, André Montenegro, e o economista Célio Fernando Melo.

Fonte: Gabinete da Reitoria – e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.  

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