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UFC e você contra o mosquito

Exposição de Descartes Gadelha, Mestre Noza e Zé Pinto mostra panorama da arte cearense em três dimensões

Imagem: Exposição "Erudito, tradicional e pop: três dimensões das artes no Ceará" permanecerá aberta até o fim do ano (Foto: Guilherme Braga)Um panorama do jeito cearense de fazer arte, indo das belas-artes tradicionais à criatividade da reciclagem, passando pelo artesanato popular nordestino. É isso que o público vai encontrar na exposição "Erudito, tradicional e pop: três dimensões das artes no Ceará".

A mostra será aberta às 16h do dia 1º de dezembro, durante o VII Festival UFC de Cultura, e segue disponível para visitação durante todo o mês de dezembro. O acervo reúne trabalhos de três incríveis artistas cearenses: gravuras e pinturas de Descartes Gadelha em homenagem ao contista cearense Moreira Campos (1914-1994); imagens religiosas em madeira de Mestre Noza (1897-1983) e esculturas em sucata de Francisco Magalhães Barbosa, o Zé Pinto (1925-2004).

Por ocasião do centenário de Moreira Campos, o público poderá conferir uma série de estudos em grafite e quadros a óleo feitos pelo artista plástico cearense Descartes Gadelha sobre contos do escritor, como "As corujas", "Irmã Cibele e a menina", "Vidas marginais", "Dizem que os cães veem coisas" e "A caixa de fósforos Vazia".

Nascido em 1943 em Fortaleza, Descartes Gadelha retrata em suas obras, de maneira rica e expressiva, a cultura, a religiosidade e os problemas sociais do povo cearense. Suas pinturas contemplam das linhas inocentes de crianças soltando pipas até os semblantes sofridos dos catadores de lixo do Jangurussu. Uma de suas séries mais famosas detalha a trajetória do movimento messiânico de Canudos e de sua principal liderança, Antônio Conselheiro.

Imagem: Exposição "Erudito, tradicional e pop: três dimensões das artes no Ceará" permanecerá aberta até o fim do ano (Foto: Guilherme Braga)As esculturas de Inocêncio Medeiros da Costa, conhecido como Mestre Noza, fazem parte da coleção particular de Renato Casimiro. As 59 figuras entalhadas são correspondentes a santos e beatos que batizam ruas na cidade de Juazeiro do Norte, encomendadas pelo pesquisador a Noza em meados dos anos 1970. Além do padroeiro do município, Padre Cícero Romão Batista, foram retratados Santa Luzia, São Sebastião, os doze apóstolos e a beata Maria de Araújo, dentre outros.

Mestre Noza nasceu em Taquaritinga do Norte (PE) e radicou-se em Juazeiro do Norte, onde iniciou a carreira de artesão e xilogravador a pedido dos romeiros que visitavam a cidade.

Conhecido como "o santeiro de Padre Cícero", deixou um vasto legado de ilustrações para folhetos de cordel, imagens religiosas e xilogravuras. Expôs, em 1965, a série "Via Sacra" em Paris. A maior parte de suas obras divide-se entre o Museu de Arte da UFC e o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (USP).

Com muitas ideias e uma máquina de solda à mão, Zé Pinto fazia de matérias-primas como talheres, peças de veículos e geladeiras personagens de seu vasto imaginário. Aportam no MAUC peças de propriedade da UFC e de colecionadores particulares que retratam Dom Quixote, Lampião, Maria Bonita, Padre Cícero e as tradicionais rendeiras de bilro.

Imagem: Exposição "Erudito, tradicional e pop: três dimensões das artes no Ceará" permanecerá aberta até o fim do ano (Foto: Guilherme Braga)Zé Pinto era servidor técnico-administrativo da UFC, lotado na Faculdade de Medicina, mas só após a aposentadoria teve contato com as artes, às quais se dedicou até seu falecimento, em 2004. O insight para o trabalho com sucata veio depois de uma visita ao Mercado São Sebastião, na capital cearense. Entre os apoiadores de seu trabalho, estão personalidades como Mino, Belchior, Fagner, Henfil e Eduardo Suplicy.

Durante a abertura também será lançado o livro Noza – o escultor do Padre Cícero, organizado pelo professor aposentado da UFC e pesquisador de cultura popular Gilmar de Carvalho, com fotos de Francisco Sousa. Em seguida, haverá uma mesa-redonda sobre o livro, o legado dos três artistas e a exposição. Além de Gilmar de Carvalho, participa do debate Neuma Cavalcante, professora aposentada do Departamento de Letras Vernáculas da UFC, coordenadora do Acervo do Escritor Cearense (AEC) e curadora dos arquivos de Moreira Campos nesta instituição. Completa a mesa o Prof. Pedro Eymar Barbosa, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo e diretor do MAUC, profundo conhecedor das obras de Zé Pinto e Mestre Noza.

O Festival UFC de Cultura é uma realização da Universidade Federal do Ceará e da ONG Universos, com apoio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult)  e da Coelce. Confira a programação em detalhes no site do Festival, no Facebook e no perfil do evento no Twitter.

SERVIÇO
Exposição "Erudito, tradicional e pop: três dimensões das artes no Ceará"
Abertura: 1º de dezembro, às 16h
Local: Museu de Arte da UFC (Avenida da Universidade, 2854, Benfica)
Acesso Grátis

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC – fone: 85 3366 7319 / e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Endereço

Av. da Universidade, 2853 - Benfica, Fortaleza - CE, CEP 60020-181 - Ver mapaFone: +55 (85) 3366 7300