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UFC e você contra o mosquito

Primeiro Censo Penitenciário do Ceará é apresentado em solenidade na Reitoria

Imagem: A Pró-Reitora de Extensão, Profª Marcia Machado, que representou o Reitor Jesualdo Farias na solenidade, ao lado da secretária Mariana Lobo, da Sejus (Foto: Guilherme Braga)Homens (95,25%), jovens com idades entre 22 a 29 anos (37%), baixa escolaridade (76% apenas com ensino fundamental), trabalho informal e precário (somente 2,8% tiveram trabalho com carteira assinada), acusações de crimes contra o patrimônio. Esses são alguns dos dados predominantes no perfil do preso constantes do primeiro Censo Penitenciário do Estado do Ceará. O resultado do levantamento, pioneiro no País, feito numa parceria entre a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará e a UFC, foi apresentado na manhã desta sexta-feira (12), no auditório da Reitoria, em Fortaleza.

Na solenidade, o Presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça, Luiz Bressane, ressaltou que o Censo demonstra ser o Brasil um país desigual, apesar dos esforços feitos nos últimos anos para a diminuição dessa desigualdade. Os dados refletem que as pessoas presas estão entre os alijados do mercado de trabalho, são de baixa renda e muitos estão recolhidos sem julgamento. Para ele, o Censo será "um divisor de águas na construção de políticas públicas pré-cárcere e de inclusão". Bressane espera que o levantamento sirva de modelo para o País.

A pesquisa teve a coordenação geral da Profª Celina Lima, vice-coordenadora do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), vinculado ao Departamento de Ciências Sociais da UFC. Com ela, dividiram a coordenação do Censo o Prof. Walberto Santos, coordenador do Laboratório Cearense de Psicometria (Lacep), e o Prof. Cássio Braz Aquino, coordenador do Núcleo de Psicologia do Trabalho (Nutra), ambos ligados ao Departamento de Psicologia da UFC. O levantamento envolveu a participação de cerca de 40 pessoas entre professores, alunos de graduação e pós-graduação e funcionários da UFC e Sejus.

Imagem: A Profª Celina Lima, do LEV/UFC, coordenou o Censo (Foto: Guilherme Braga)Na solenidade de lançamento, a Secretária da Justiça e Cidadania, Mariana Lobo, agradeceu a colaboração da UFC, elogiando o esforço dos professores e da equipe que durante abril de 2013 e abril de 2014 realizaram as entrevistas com 12.040 homens e mulheres recolhidos em casas de privação provisória de liberdade, institutos penais, hospital e instituto psiquiátrico judiciário, cadeias públicas e distritos policiais de todas as macrorregiões do Estado do Ceará. O estudo envolve diversos aspectos da vida dos detentos: idade, gênero, estado civil, religião, histórico prisional, perfil educacional e laboral, indicadores de saúde, estrutura familiar, perspectivas pós-cárcere, entre outros pontos.

Para Mariana Lobo, não tem como criar políticas de ressocialização dos presos sem se conhecer a fundo as causas da criminalidade. O levantamento veio trazer dados qualitativos, técnicos e científicos sobre uma realidade da qual normalmente se tem apenas informações numéricas. Contribuirá tanto para as políticas públicas de prevenção de crimes como para as de ressocialização de quem vive o encarceramento.

Imagem: O Censo será disponibilizado no site da Sejus (Foto: Guilherme Braga)Na solenidade, a Pró-Reitora de Extensão, Profª Márcia Machado, representou o Reitor Jesualdo Farias. Expressou o orgulho que este trabalho representa para a Universidade, que se prepara para comemorar os 60 anos de criação. Ela parabenizou os professores e alunos envolvidos e colocou a UFC à disposição da Secretaria da Justiça para a manutenção do diálogo e de parcerias.

Além dos professores e autoridades citadas, compuseram a mesa de abertura do evento o magistrado Luiz Evaldo Gonçalves Leite, representando o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará; a defensora pública Aline Miranda, e o Secretário de Segurança da Prefeitura de Fortaleza, Francisco Veras.

O Censo será disponibilizado no site da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará.

Fonte: Profª Celina Lima, da coordenação do Laboratório de Estudos da Violência – fone: 85 3366 7425

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