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UFC e você contra o mosquito

MEAC é pioneira no Ceará em tratamento gratuito de endometriose profunda

Imagem: O Setor de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva da MEAC realiza de 12 a 15 procedimentos de alta complexidade por mês (Foto: Divulgação/Ebserh)Estima-se que uma em cada 10 brasileiras tenham endometriose, doença que causa dores incapacitantes para a mulher e dificuldades de engravidar.  Em Fortaleza, a Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, oferece o primeiro serviço gratuito no Ceará de atendimento multidisciplinar para tratamento da endometriose profunda.

O setor de endometriose e cirurgia minimamente invasiva da MEAC realiza de 30 a 40 atendimentos ambulatoriais por semana, e de 12 a 15 cirurgias de alta complexidade por mês. A paciente chega à MEAC encaminhada por uma Unidade Básica de Saúde, com sintomas de dor crônica e suspeita de endometriose. No Hospital, é avaliada por uma equipe de profissionais, que envolve ginecologista, proctologista e urologista, de acordo com a gravidade do caso. Logo após, é dado o encaminhamento da paciente à cirurgia, com acompanhamento pós–cirúrgico de um fisioterapeuta e medicações de alto custo, subsidiadas pelo Governo.

A equipe de profissionais conta ainda com psicólogo e psiquiatra, em casos mais específicos. A endometriose profunda não tem causa definida, é caracterizada por presença de endométrio fora da cavidade uterina. Quando esse fluxo ultrapassa o útero, chegando a atingir o intestino ou a bexiga, por exemplo, é chamada de profunda.  "É provável que seja multifatorial, incluindo fatores genéticos com possíveis influências imunológicas", explica Kathiane Lustosa, ginecologista do Setor de Endometriose da MEAC.

"Além da dor, que chega a ser incapacitante, a endometriose afeta diretamente a rotina da mulher. E no caso da endometriose profunda, como chega a atingir outros órgãos, não só os genitais, o apoio de especialistas de outras áreas é necessário", explica Leonardo Bezerra, professor de Ginecologia e Obstetrícia da UFC. Após avaliações padronizadas clínicas e terapêuticas da paciente antes e depois do tratamento, obtêm-se ótimos resultados. "Antes, cerca de 40% das mulheres operadas voltavam a ter focos de endometriose. Com o novo método, a reincidência caiu para 5%", completa.

Tratamento completo – A cirurgia realizada na MEAC é videolaparoscópica. Com equipamentos de última geração, é minimamente invasiva. Para preparar melhor os profissionais, foi firmada uma parceria com a empresa fornecedora dos equipamentos, que montou um laboratório de simulação das cirurgias para treinamento. Assim, as práticas são realizadas ainda na residência médica em Ginecologia em simuladores, garantindo o máximo desempenho nas cirurgias reais.

A fisioterapia complementa o tratamento, pois endometriose leva a alterações músculo-esqueléticas, causando muita dor e tensão, mesmo após a cirurgia. "É o mesmo mecanismo da dor do membro amputado, quando a paciente tem uma memória da dor mesmo após a remoção da causa", explica Simony Lira, fisioterapeuta da MEAC. Ela afirma que o ideal é começar a fisioterapia no mês seguinte à cirurgia e que o tempo de tratamento, em geral, é de três meses, podendo ser prolongado. Recursos como a eletroestimulação, reeducação postural e da função dos músculos da região pélvica são os mais utilizados pela equipe de fisioterapia. Além disso, algumas medicações, também subsidiadas pelo Governo, são administradas por até nove meses.

Sonho de engravidar – A vendedora Vanessa Nascimento, de 33 anos, é uma das pacientes atendidas pela MEAC. Cinco meses após a cirurgia, a jovem já está se preparando para engravidar. "Sofri a vida inteira com dores tão fortes, que cheguei a desmaiar no trabalho", lembra. Foi uma cliente quem lhe comentou que na MEAC o tratamento, muito caro na rede particular, era coberto pelo SUS. Há um mês, Vanessa menstruou sem sentir dor pela primeira vez. "Nunca tinha sido tão bem atendida, me senti muito segura, sou extremamente grata a toda a equipe", afirma.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Complexo Hospitalar da UFC – fones: 85 3366 8183

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