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UFC e você contra o mosquito

Idiomas sem Fronteiras pode ajudar cursos e grupos de pesquisa na internacionalização

Imagem: Idiomas sem Fronteiras pode ajudar cursos e grupos de pesquisa no processo de internacionalização (Imagem: Divulgação)A presidente nacional do Programa Idiomas sem Fronteiras, Profª Denise Abreu e Lima, estimulou os gestores da Universidade Federal do Ceará a utilizarem o programa como ferramenta para a internacionalização de seus cursos e grupos de pesquisas.

"Nossa ideia é induzir uma política linguística para o ensino superior que permita às universidades decidir que rumos vão tomar nos seus processos de internacionalização", disse, durante o Seminário de Gestão em Internacionalização e Inovação Tecnológica, da Universidade Federal do Ceará.

"O IsF tem uma grande missão, que é botar a pesquisa de ponta do País na vitrine do mundo", afirmou a Profª Denise. "Temos uma coisa que está enclausurada nas nossas instituições e não falamos isso para o mundo porque não temos a língua. Somos (o IsF) uma ferramenta essencial para a internacionalização e é com ela que vocês devem contar", completou.

O Idiomas sem Fronteiras teve início como Programa Inglês sem Fronteiras e estruturou-se em torno de Núcleos de Línguas (NucLi) organizados em várias universidades. Ele oferta aplicações de testes de proficiência TOEFL ITP, cursos presenciais de língua inglesa e acompanhamento presencial ao curso My English Online.

Mais recentemente, o Programa ampliou sua atuação para atender às necessidades básicas do conhecimento de língua de estudantes e professores que vão morar no Exterior. Com isso, foram criados os programas de alemão, espanhol, francês e italiano, destinados ao conhecimento básico da língua para atividades do dia-a-dia.

Já o Inglês sem Fronteiras alcança o nível acadêmico, uma vez que é nessa língua que são produzidos trabalhos e artigos científicos. A coordenação geral do Idiomas Sem Fronteiras na UFC está a cargo da Prof. Dra. Vládia Borges, diretora do Centro de Humanidades.

Ainda mais recentemente, o IsF passou também a incluir o Português Sem Fronteiras, voltado para a oferta de estrutura  e apoio aos estrangeiros que interagem com a comunidade acadêmica.

"Se vocês têm grupos de pesquisas, vão trazer um pesquisador de fora e querem preparar seu grupo para ter essa interlocução, procurem a Profª Vládia. Ela vai ter condições de organizar aulas; saber qual o material que vocês têm em mão; fazer isso com preparação antecipada e adequar esse processo às suas necessidades", exemplificou a presidente do IsF.

DIAGNÓSTICO – O IsF está construído sob um tripé. A primeira estratégia se estruturou em torno da oferta gratuita de testes de proficiência e nivelamento para qualquer integrante da comunidade universitária. A ideia, explica a Profª Denise, é avaliar o nível real de proficiência das universidades brasileiras. Para isso, o Governo Federal adquiriu mais de 500 mil testes TOEFL ITP, dos quais já aplicou mais de 400 mil.

O levantamento do programa mostra que ainda há uma grande barreira a ser vencida no campo linguístico: 43% das pessoas que realizaram o teste obtiveram o conceito A1 e A2, que representam um estágio bastante inicial de conhecimento da língua. Outros 34% estão no nível B1 e 20% no B2, considerados intermediários, mas ainda inadequados para a realidade acadêmica. Apenas 3% dos examinados estão no nível C1, a partir do qual se considera que o falante é proficiente em determinada língua.

"Nos surpreendeu o percentual de pessoas nas universidades no nível B, que somado (B1 e B2) é maior que o percentual no nível  mais básico, A1 e A2. Temos uma população que, se a gente investir um pouco, com um pouco mais de consistência, vamos chegar aonde se quer", disse a presidente do IsF.

O grande paradoxo, avalia a Profª Denise, é que, apesar de o programa ser desenhado para o público no nível B de proficiência linguística, vem sendo mais procurado por pessoas que obtiveram conceito A de proficiência.

CURSOS – Além do diagnóstico, o IsF conta também com curso online para toda a comunidade acadêmica. O curso é gratuito e possui cinco níveis, com vídeos, áudio e material da National Geographic. "Seus alunos de pós-graduação, por exemplo, aqueles que têm mais dificuldades, a qualquer momento podem estudar por essa plataforma", diz a presidente do IsF.

O curso online é destinado às fases iniciais do aprendizado da língua. Para quem tem nível mais elevado, especificamente no caso do uso acadêmico da língua, o IsF oferece aulas presenciais. Essas aulas têm caráter formativo. Eles foram organizados como uma residência para profissionais que trabalham com ensino de língua voltado para a internacionalização.

Além da coordenação geral a cargo da Profª Vládia Borges, o Programa Idiomas Sem Fronteiras conta com os seguintes representantes: Profª Andréia Turolo (Inglês Sem Fronteiras); Profª Massília Dias (Espanhol Sem Fronteiras); Prof. Paulo Roberto Andrade (Português Sem Fronteiras); Prof. Rafael Ferreira (Italiano Sem Fronteiras); Profª Ticiana Melo (Francês Sem Fronteiras); e Prof. Tito Lívo Romão (Alemão Sem Fronteiras).

Fonte: Profª Vládia Borges, coordenadora do IsF na UFC – fone: 85 3366 7600

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