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Comitê de Enfrentamento à COVID-19 da Faculdade de Medicina da UFC lança duas cartas públicas

Imagem: Nome da cartaO Comitê de Enfrentamento à COVID-19 da Faculdade de Medicina (FAMED) da Universidade Federal do Ceará lançou duas novas cartas públicas na última semana. Em ambos os casos, os documentos reforçam a necessidade de implementar medidas mais contundentes para conter o avanço do novo coronavírus no Ceará. As cartas estão hospedadas na plataforma Saúde Digital, reorganizada pelo Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde (NUTEDS) da FAMED para atender às demandas do comitê. Os documentos foram elaborados por membros de diferentes grupos de trabalhos.

A Carta pública em defesa da implementação de protocolos sanitários em bairros periféricos de Fortaleza foi elaborada pelo Grupo de Trabalho (GT) de Saúde das Populações Vulneráveis e Mobilização Social. O documento destaca a urgência na implementação de protocolos sanitários em bairros periféricos de Fortaleza diante do número crescente de casos da COVID-19 na cidade.

A carta também alerta sobre o fato de que grande parte dos óbitos já se expressa de modo diferencial em bairros da Capital com maior vulnerabilidade social, o que indica a relação entre baixo desenvolvimento humano e social e a elevada carga de morbimortalidade em decorrência do novo coronavírus.

Ainda segundo o documento, o cenário epidemiológico atual transcende a ocorrência da COVID-19, incluindo pessoas acometidas por condições crônicas, que estão com menor acesso a serviços de maior complexidade tecnológica no Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, a sobreposição da COVID-19 tem tornado ainda mais complexo o manejo desses casos pelos profissionais de saúde, com maior gravidade e pressão por leitos de Terapia Intensiva.

Imagem: Nome da carta sobre fundo verdeJá a Carta aberta em apoio à política de ampliação de testes para COVID-19 no Ceará, lançada pelo GT sobre Diagnóstico, reforça a necessidade de garantir articulações interinstitucionais e investimentos em uma política estadual de testagem massiva, de forma integral, no SUS. Segundo o documento, só assim é possível mensurar de modo mais consistente o número de pessoas infectadas e daquelas que evoluíram para óbito pela doença, além de projetar uma aproximação epidemiológica da real magnitude e gravidade da epidemia nos diferentes cenários cearenses, inclusive diante de intervenções adotadas para controle.

Ainda segunda a carta, essas ações precisam estar amparadas em ações estratégicas de informação, comunicação e educação para uma política de acesso ao diagnóstico pautada na garantia dos direitos humanos, em particular no que tange ao direito à saúde, especialmente em setores mais vulneráveis da população.

Fonte: Assessoria de Comunicação do NUTEDS da FAMED da UFC – e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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