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UFC e você contra o mosquito

UFC participa de pesquisa nacional para avaliar riscos de covid-19 em profissionais de saúde

Imagem: médica manuseia aparelho de celularA Universidade Federal do Ceará dá início, nesta semana, à realização da etapa cearense da pesquisa "Avaliação de Riscos de Profissionais de Saúde Que Cuidam de Pessoas com Covid-19". O trabalho é um amplo estudo nacional que vem sendo desenvolvido pela UFC, pelo Instituto Evandro Chagas (Pará), pelo Instituto Aggeu Magalhães – FIOCRUZ (Pernambuco), pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e pelo Hospital Moinhos de Ventos (Rio Grande do Sul) e que pretende identificar os impactos do novo coronavírus entre esse grupo.

"Os profissionais de saúde são uma categoria profundamente afetada pela covid-19", diz a coordenadora-geral da pesquisa, Profª Lígia Kerr, da Faculdade de Medicina da UFC. Segundo ela, em Recife, onde o trabalho teve início, os pesquisadores já conseguiram identificar uma taxa de positividade de 36% entre esses profissionais. "É uma taxa muito alta. Poucas categorias estão em uma situação com essa", avalia a professora.

Ao longo dos próximos seis meses, a pesquisa pretende identificar a prevalência da covid-19 (proporção daquele grupo que foi afetada pela doença), estimar taxas de absenteísmo, como tem sido o uso de equipamentos de proteção individual e ainda investigar questões relacionadas à saúde mental desses profissionais, em um dos mais completos levantamentos do gênero realizados até agora.

A Profª Lígia Kerr destaca o fato de que a pesquisa se dá em um momento de aumento de casos em Fortaleza. As demais cidades também apresentam estágios diferentes da evolução da pandemia.

Os pesquisadores usarão uma metodologia chamada de Respond Driven Sampling (RDS), na qual um profissional convida até cinco outros e não há contato direto entre o pesquisador e a pessoa que participa da pesquisa. A primeira parte consiste de uma etapa qualitativa com entrevistas de profundidade com 50 profissionais-chaves. No Ceará, a pesquisa terá como recorte grupos de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Em Recife, também participam fisioterapeutas.

A segunda fase é quantitativa e tem como meta mapear a situação de 1.750 entrevistados. A pesquisa prevê que cada um dos 50 primeiros entrevistados indique outros 5, que, por sua vez, irão sugerir mais cinco para participar do projeto, em um modelo de "bola de neve".

Todos receberão um link para um questionário curto por meio de aplicativo no telefone celular específico para a pesquisa. Esse mesmo procedimento será repetido em dois, quatro e seis meses, de modo a gerar uma série histórica que permite o acompanhamento do grupo.

O aplicativo possibilitará a coleta de dados e o monitoramento dos profissionais de saúde. Além disso, garantirá o sigilo e evitará a entrevista presencial. O aplicativo se utiliza de um sistema de associação do código identificador com as respostas dos participantes, o que preserva seu anonimato.

Fonte: Profª Lígia Kerr, coordenadora-geral da pesquisa – fone: (85) 99988 8866

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