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Laboratório de Literatura dos Afetos lança Comunidade do Arco-Íris nesta terça-feira (17)

O Laboratório de Literatura dos Afetos (ÁLACRE) da Universidade Federal do Ceará lança, nesta terça-feira (17), a Comunidade do Arco-Íris, espaço dedicado à literatura LGBTQIA+. Os encontros serão virtuais e ocorrerão quinzenalmente.

De acordo com o Prof. Francisco Cavalcante Júnior, do Instituto de Cultura e Arte (ICA) da UFC, a Comunidade do Arco-Íris “deseja contribuir, através da leitura de romances, contos e poemas, para que os afetos iguais e diferentes possam encontrar boa convivência em nossa sociedade”. Os encontros ocorrerão nos dias 17 de maio, 7 e 21 de junho, das 20h30min às 22h.

Imagem: imagem no fundo azul marinho. Em primeiro plano, escrito na cor branca comunidade do arco-íris

As pessoas interessadas em participar dos encontros devem preencher formulário de inscrição. Para esta primeira temporada, o livro escolhido para leitura foi o vencedor do Prêmio Paraná de Literatura 2018 na categoria conto: Todo esse amor que inventamos para nós, do escritor piauiense Raimundo Neto.

“A obra é singular na literatura brasileira por apresentar travestis e transexuais como protagonistas em vidas não estigmatizadas. As narrativas e personagens presentes nos contos apresentam gêneros e sexualidades que, na definição do autor, não se adequam a casas e famílias heteronormativas e, por isso, ‘sofrem, choram, são apagadas e também morrem’”, afirma Cavalcante Júnior.

Durante os encontros, as pessoas participantes são convidadas a escrever um pequeno texto-sentido registrando as lembranças, os pensamentos e os sentimentos aflorados durante a leitura dos contos. “O texto que foi sentido e que ganhou sentido pelos participantes, denominado texto-sentido, será o material de trabalho dos encontros”, explica o docente, apontando que os encontros serão para compartilhar as “ressonâncias evocadas pela leitura dos contos”.

17 DE MAIO – O lançamento da Comunidade do Arco-Íris ocorre neste 17 de maio, Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia. Segundo dossiê Assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2021, publicado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), o Ceará é o segundo estado brasileiro que mais matou travestis e transexuais entre 2017 e 2021, registrando 73 casos, ficando atrás apenas de São Paulo, com 105 assassinatos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Fonte: Prof. Francisco Cavalcante Júnior, do Instituto de Cultura e Arte – e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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