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Professor do Labomar participa de expedição na Antártida para compreender os efeitos das mudanças climáticas na região

O professor Sérgio Rossi, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), está na Antártida, a bordo do Navio Polarstern, do governo alemão, um dos mais avançados quebra-gelos de pesquisa do mundo. Ele participa de uma missão científica internacional que busca unificar protocolos científicos para compreender os efeitos de longo prazo das mudanças climáticas na Antártida. 

Imagem: Foto em ambiente polar. Em primeiro plano, um homem sorri para a câmera, vestindo gorro preto, jaqueta vermelha de frio intenso e camiseta azul-marinho com a palavra “Labomar” estampada. Ele está a bordo de um navio. Ao fundo, vê-se a grande chaminé do navio, nas cores azul e laranja, com um símbolo de globo estilizado e uma estrela, além de equipamentos e estruturas da embarcação. Atrás do navio, estende-se uma paisagem coberta por gelo e neve, típica da região da Antártida, sob céu claro.

A expedição Wobec PS152 partiu no dia 15 de dezembro de 2025, de Walvis Bay, na Namíbia, rumo à Antártida, e deve retornar no dia 2 de fevereiro. O professor Rossi destaca que um dos objetivos da expedição também é criar as bases para a Área Marinha Protegida (AMP) no mar de Weddell. 

“Esta campanha, que agora dura um mês e três semanas aproximadamente, será também a base para fornecer uma série de informações fundamentais para a criação dessa Área Marinha Protegida. Isso está em disputa, mas a coleta de dados é fundamental, assim como outros dados que foram coletados há décadas […] Até agora, a Antártida não tem sido explorada comercialmente (pesca, mineração, turismo). Todas as coisas no futuro podem mudar. Então, agora, temos que tentar proteger ao máximo o continente branco das potenciais fontes de impacto nesse continente. E essa é a parte mais complicada”, explica. 

Imagem: Foto de um grupo de pessoas em um laboratório a bordo de um navio. Homens e mulheres, usando roupas de frio, gorros e luvas, estão reunidos em torno de uma grande bandeja branca sobre uma bancada. Eles analisam e separam amostras de organismos marinhos e sedimentos, utilizando pinças e ferramentas. O ambiente está cheio de equipamentos científicos, caixas e materiais de pesquisa, indicando uma atividade de laboratório em andamento durante uma expedição científica.

Em sua quarta missão no continente gelado, o professor Sérgio Rossi atua no estudo e na coleta de dados sobre organismos bentônicos, para compreender como funciona o ciclo do carbono. O trabalho é realizado em colaboração com pesquisadores de vários países que participam da expedição, sob coordenação da Alemanha. 

“O meu papel aqui, o papel do Labomar UFC, é basicamente o de realizar a pesquisa das comunidades bentônicas, que são as comunidades que estão no fundo do mar e que aqui representam incríveis florestas de animais marinhos, compostas de esponjas, gorgônias e corais. São comunidades muito frágiles, muito bem estruturadas e biodiversas, que estão em perigo, por exemplo, pela pesca de arrasto ou por algum tipo de intenção de industrialização da zona”, explica. 

O professor Rossi também compartilhou reflexões de suas experiências em missões anteriores na Antártida, realizadas em 2000, 2003 e 2011, no livro “A journey in Antarctica: Exploring the future of the white continent”, publicado pela editora Springer.

Fonte: Professor Sérgio Rossi, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) - Instagram: @labomarufc

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