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Nudoc-UFC expõe acervos inéditos sobre a cidade na mostra gratuita "Fortaleza (des)arquivada", até 9 de maio

Em meio às comemorações pelos 300 anos de Fortaleza, o Núcleo de Documentação e Laboratório de Pesquisa Histórica (Nudoc), vinculado ao Departamento de História da Universidade Federal do Ceará (UFC), apresenta a exposição Fortaleza (des)arquivada: histórias e memórias da cidade nos acervos do Nudoc.

A mostra reúne documentos inéditos sobre as múltiplas narrativas que constroem a história da capital cearense. Aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, a exposição segue até 9 de maio, na sede do Nudoc (avenida da Universidade, 2762, área 2 do Centro de Humanidades), no Campus Benfica.

Imagem: Fotografia em ambiente interno de exposição. À esquerda, dois homens observam e fotografam as obras; um deles segura um celular na altura do rosto. Ao longo da parede à direita, há uma sequência de fotografias em preto e branco dispostas em linha, iluminadas por uma faixa de luz amarela. Abaixo das imagens, mesas expositivas apresentam objetos, como pequenas esculturas de madeira, peças alongadas que lembram fósseis ou artefatos e suportes com iluminação direcionada. O espaço é fechado, com paredes claras e iluminação suave, criando um clima de galeria.

Entre os destaques da exposição, parte do acervo da Associação Missão Tremembé (Amit), fundada em 1995, que foi doado para o Nudoc em 2019, reúne documentos sobre a luta e a resistência dos povos indígenas no Ceará e ajuda a compreender as diferenças na construção da identidade indígena moderna do estado. Já o Núcleo de História Oral traz um retrato plural das transformações da cidade ao longo do século XX, com depoimentos das elites urbanas e narrativas populares de trabalhadores e artistas. 

O acervo Cláudio Pereira, que também poderá ser conferido na mostra, lança luz sobre a política cultural de Fortaleza no período da redemocratização, reunindo documentos, fotografias e publicações que registram o cotidiano da Fundação Cultural de Fortaleza (FCF) e a efervescência artística das décadas de 1980 e 1990, por meio da figura do agitador cultural e então presidente da FCF, Cláudio Pereira.  

A mostra também destaca as publicações e edições do próprio Nudoc, reforçando o papel do núcleo na produção e difusão do conhecimento histórico. “O Nudoc busca contribuir para as reflexões sobre o tricentenário da cidade, retirando da escuridão das gavetas, armários, estantes, caixas e envelopes um conjunto significativo de documentos que, pela primeira vez, têm a oportunidade de ganhar a luz e serem expostos”, explica o professor Antonio Gilberto Ramos Nogueira, coordenador do núcleo.

Com curadoria geral assinada por Antonio Gilberto Ramos Nogueira e Antonio Wellington de Oliveira Junior, a exposição reúne uma equipe multidisciplinar do núcleo, com participação de pesquisadores, estudantes e profissionais das áreas de arquivo, biblioteca, montagem, design e comunicação.  

SAIBA MAIS - Criado em 1983, o Nudoc surgiu com a missão de apoiar a pesquisa acadêmica e preservar o patrimônio documental. O núcleo também se consolidou como espaço de defesa do direito à memória, à informação e à cultura. “Com a Constituição Cidadã de 1988, os arquivos adentraram no campo do direito e da cidadania, incidindo no protagonismo das universidades na constituição das políticas de memória entrelaçadas ao exercício de (re)escritas de histórias e da proteção do patrimônio documental local e regional. É neste contexto que o Nudoc, como arquivo, pressupõe e é um lugar de memórias da cidade”, ressalta o professor Antonio Gilberto Nogueira.

Fonte: Antonio Gilberto Ramos Nogueira, coordenador do Nudoc e curador da exposição - e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Endereço

Av. da Universidade, 2853 - Benfica, Fortaleza - CE, CEP 60020-181 - Ver mapaFone: +55 (85) 3366 7300