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UFC lança projeto Arretadas em Rede para combater violência de gênero e promover letramento digital

A Universidade Federal do Ceará (UFC) realiza, no próximo dia 8 de junho, a partir das 9h, no auditório da Reitoria (avenida da Universidade, 2853, Benfica), o evento oficial de lançamento do projeto de extensão "Arretadas em Rede - livres de misoginia". A iniciativa marca o início de um amplo ciclo de ações formativas voltadas ao fortalecimento da liderança feminina, à promoção dos direitos das mulheres, à participação política e à segurança nos ambientes digitais.

Gratuita e aberto ao público, o evento inaugural contará com palestras da advogada e ativista Martír Silva e da professora e blogueira feminista Lola Aronovich. Juntas, elas discutirão os desafios contemporâneos do combate à misoginia estrutural e a importância da articulação em rede para a defesa dos direitos fundamentais das mulheres.

Imagem: ilustração de mulher

Sob a coordenação das professoras Priscila Aquino, do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFC; Glícia Pontes, do curso de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda da UFC; e Elaene Rodrigues, do curso de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), o projeto tem vigência até dezembro de 2026, estruturando um ecossistema contínuo de capacitação e suporte social. A iniciativa é uma parceria entre UFC, Fundação Cetrede, UnB e Ministério das Mulheres, a partir de recursos oriundos de uma emenda da deputada federal Luizianne Lins.

O PROJETO - O projeto "Arretadas em Rede - livres de misoginia" contempla formações presenciais divididas em quatro módulos, abordando os seguintes temas: "Feminismo e a violência política intersecional", "Misoginia digital intersecional", "Comunicação feminista" e "Autodefesa digital feminista". Neste último caso, a ideia é capacitar as participantes para usarem ferramentas práticas de proteção contra ataques virtuais, discursos de ódio e vazamento de dados, aliando a segurança tecnológica ao exercício da cidadania ativa e ao fortalecimento de suas respectivas comunidades e atuações institucionais.

O público-alvo prioritário é bem diverso, formado por lideranças comunitárias femininas, estudantes universitárias, servidoras da Secretaria da Administração Penitenciária, mulheres privadas de liberdade e assessoras parlamentares, além de ser aberto ao público geral. As atividades serão desenvolvidas em formatos híbridos, com uma estimativa de atendimento, neste primeiro momento, de 200 participantes na modalidade presencial/remota, com posterior disponibilização do curso para a comunidade.

“O projeto visa formar essas mulheres para que elas consigam identificar os casos de ódio, combater e se articular, enquanto rede feminina de combate à misoginia, principalmente nas redes sociais. Por isso, a iniciativa é extremamente relevante para a nossa sociedade, ainda mais tendo em vista os casos de feminicídio e misoginia que temos acompanhado nas mídias”, disse a professora Priscila Aquino.

Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Fonte: Glícia Pontes, professora do curso de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda da UFC - e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Endereço

Av. da Universidade, 2853 - Benfica, Fortaleza - CE, CEP 60020-181 - Ver mapaFone: +55 (85) 3366 7300