- Quarta, 11 Fevereiro 2026 14:57
- Escrito por Comunicação de Gestão

O Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará (HUWC-UFC), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alcançou um marco histórico no dia 16 de janeiro de 2026 ao concretizar o milésimo transplante de medula óssea (TMO). A conquista foi celebrada em solenidade realizada nesta terça-feira (10), no auditório da Reitoria. O evento reuniu gestores, profissionais de saúde, autoridades acadêmicas e representantes de instituições parceiras.
A celebração chega exatamente no ano em que o Serviço de Transplante de Medula Óssea do HUWC completa 18 anos de atuação, consolidando-se como referência no tratamento de doenças hematológicas no Ceará, no Nordeste e no Brasil. O milésimo paciente foi Antônio Bezerra, de 38 anos, diagnosticado com leucemia em 2021. O tratamento incluiu sessões de quimioterapia e a realização de um transplante autólogo, procedimento no qual o próprio paciente é o doador das células-tronco hematopoiéticas.

Durante a solenidade, o chefe da Unidade de Hematologia e Hemoterapia do HUWC, Fernando Barroso, falou sobre os desafios e as conquistas do transplante de medula óssea no Ceará. De 2008, quando foi realizado o primeiro transplante de medula óssea autólogo no HU, até fevereiro de 2026, já foram 1.008 procedimentos. Barroso considera, entretanto, que o atendimento ainda precisa crescer, especialmente para transplante em crianças. “A minha esperança é que a gente consiga fazer no novo hospital [novo HU] que terá UTI pediátrica”, disse.
Os transplantes realizados no HUWC contam com a parceria do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), responsável pela coleta das células sanguíneas e da medula óssea, além da realização das transfusões. A diretora-geral do Hemoce, Luany Elvira Mesquita Carvalho, ressaltou que a integração entre as instituições fortalece o serviço e amplia o alcance do atendimento.“Essa cooperação interinstitucional agrega e melhora o nosso serviço de saúde”, afirmou, ressaltando que estão sendo feitos transplantes até em pessoas que moram em outros países, como Cuba e Venezuela.

Em discurso proferido na cerimônia, o reitor da UFC, Custódio Almeida, destacou o simbolismo da marca alcançada no ano em que o serviço completa 18 anos de existência. “São quase duas décadas de um trabalho contínuo, altamente especializado e, muitas vezes, silencioso, que consolida o HU e o Complexo Hospitalar da UFC como referência no tratamento de doenças hematológicas”, afirmou. O reitor também projetou o futuro do serviço. “Que venham os próximos mil transplantes, com mais estrutura, investimentos, políticas públicas sustentáveis, mais ciência e mais humanidade”.
A superintendente do Complexo Hospitalar da UFC (CH-UFC), Josenília Gomes, enfatizou que o número representa vidas transformadas. “São mil pessoas que chegaram em situação de extrema vulnerabilidade e encontraram uma equipe com conhecimento técnico e extremamente humana”, frisou. Ela também destacou o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) na garantia de um atendimento público, gratuito e de qualidade, além da importância do HU na formação de profissionais de diversas áreas da saúde.
Ainda durante a solenidade, o diretor da Faculdade de Medicina da UFC (Famed), João Macedo Coelho Filho, reforçou a necessidade de articulação institucional para ampliar o potencial do serviço. “Vamos precisar de muito empenho, muita estratégia, muitas colaborações. Estamos no caminho certo nos aproximando cada vez mais das secretarias e dos governos”, disse.
Fonte: Gabinete da Reitoria - e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.